Dr. Marcius Vinicius - IEG

Psicologia

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Um dos maiores problemas enfrentados pela sociedade hoje é a obesidade, muitos paciente obesos e sobrepesos já conseguiram emagrecer e até chegaram ao peso ideal, porem, a grande maioria recuperou o peso e alcançou patamares ainda maiores. A regra geral é o insucesso dos diversos tipos de tratamentos clínicos, principalmente quando se trata da manutenção do peso perdido em longo prazo. Apenas 20% dos que emagrecem conseguem manter o peso por mais de 1 ano, e somente 5% depois de 5 anos.

Sempre associado a isso existe um sentimento de culpa e uma responsabilidade imposta pela sociedade, devido a supervalorização social do padrão de beleza super magro. Os obesos, em sua maioria são descritos como feios, relaxados, preguiçosos, sem vontade e autocontrole. Porem, sabemos que a obesidade não é uma escolha e em nada tem relação com os adjetivos descritos anteriormente. Existem vários fatores que podem levar um indivíduo ao aumento de peso ou à obesidade. Pode ocorrer por meio de alterações hormonais, genéticas, ambientais e psicológicas.

É sabido que dificuldades afetivas podem desencadear alterações no comportamento alimentar, levando o indivíduo a comer além do necessário ou até compulsivamente. O alimento passa a substituir o afeto perdido chegando ate mesmo a preencher um vazio emocional interior, o que gera ainda mais problemas como frustrações, dificuldades emocionais, sofrimento e sensação de incapacidade.

O balão intragástrico é um grande aliado no emagrecimento e impossibilita o hábito do paciente de aliviar suas tensões internas pela ingestão volumosa de comida. É um processo lento de emagrecimento, porem, com qualidade, possibilitando o reaprendizado dos padrões de comportamento geradores da obesidade. O paciente consegue, em seus 6 meses com o balão intragástrico mudar seu padrão comportamental inadequado internalizando novas maneiras de lidar com a alimentação de forma paulatina, possibilitando um acomodamento emocional mais tranqüilo e coerente. Sabemos que essa dificuldade de lidar com as emoções não é modificada pelo balão intragástrico, mas sim pelo tratamento interdisciplinar associado ao uso do balão.

O papel do psicólogo neste processo é de orientar, informar e dar apoio ao paciente antes, durante e depois da colocação do balão intragástrico. A psicologia auxilia o paciente a conhecer e a compreender melhor a si mesmo, a aderir ativamente às recomendações médicas, envolvendo-se e tornando-se responsável pela criação de uma nova identidade no processo de emagrecimento. O tratamento psicológico possibilita que o individuo se reestruture emocionalmente e aprenda a desenvolver recursos para lidar com suas dificuldades emocionais geradores da ansiedade e desencadeantes da obesidade.

É um processo comprovadamente eficaz na perda de peso, porem, depende do empenho do paciente no processo interdisciplinar. Após a retirada do balão o paciente deve ter as modificações psicológicas concretizadas para assim, minimizar o risco do novo ganho de peso. O tratamento adequado não envolve somente a redução de peso, trata-se de uma mudança de comportamento que deve ocorrer de dentro para fora. Emagrecer é muito mais que fazer dietas, praticar exercícios e fazer uso de medicamentos. Consiste na firme disposição de modificar o estilo de vida. Uma educação gradual envolve mudança dos hábitos alimentares, estrutura emocional, manutenção de um peso adequado, e não simplesmente reduzir as calorias por determinado tempo.

 

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